Eu sei que tu não me queres perto. Que achas que não sou a mulher para ti. Disseste-me isso desde o início e eu aceitei as regras. Seríamos só amigos coloridos. Tudo bem. Tinhas razão também quando disseste que eu sou uma mulher que quando gosta, gosta a 100% e que procuro uma relação estável. Nunca o escondi. Mas justamente por ser assim, uma relação colorida não era uma coisa fácil para mim, mas eu aceitei entrar nela e desde o princípio que fiz todos os esforços para cumprir as regras e não criar uma ligação que tu não querias. Dei-te todo o espaço do mundo, nunca perguntei com quem estavas ou onde ias ou o que fazias. Mas conversávamos como amigos, eu contava-te coisas minhas e tu contavas-me coisas tuas. E nunca nem tu nem eu nos sentimos desconfortáveis achando que o outro estava a procurar saber demais ou querer demais.
Lembro-me que da primeira vez em que quiseste acabar estiveste em minha casa e estivemos a ver o itinerário das tuas próximas férias. Nessa altura não tinhas qualquer problema em me dizer onde ias e o que ias fazer e eu nunca procurei espiolhar mais do que o que me dizias. E quando voltaste das férias quiseste vir mostrar-me as fotos e os vídeos da viagem. Estiveste aqui em casa a mostrar-me tudo. Sentias ainda proximidade na altura, presumo.
Depois encontraste aquela rapariga e estiveste com ela. Nunca te perguntei quem ela era, nem sequer o nome sei, nem o que fazia nem nada. O que sei dela é apenas o que me quiseste contar, voluntariamente. Depois estivemos ambos no Tinder. Falei-te do rapaz que conheci e tu contaste-me os encontros ou conversas que quiseste contar. Nunca te perguntei mais do que o que me disseste. Aliás, eu até costumava achar que eras bastante franco porque muitas vezes contavas mais do que aquilo que eu perguntava.
Houve até um momento em que não tiveste problemas em apresentar-me duas amigas tuas. Eu sei que não gostas de misturar os amigos e apesar de saberes que eu queria conhecer gente nunca me apresentaste os teus. Talvez fosse para não criarmos mais ligações, suponho. Eu também não te apresentei os meus porque não quis que pesasses que estava a forçar alguma coisa (mais uma vez, respeito pelas regras).
Depois, deixaste de ter "vontade". Mas mesmo assim, ainda nessa altura falámos muitas vezes e contámos coisas um ao outro e isso não te parecia incomodar. Mandaste-me links para cãezinhos porque sabias que eu procurava um. Ainda sentias proximidade, talvez.
Falámos de férias mais do que uma vez, foste tu até que tiveste a ideia da Austrália. Viste um comentário meu com a minha amiga no FB e mandaste-me logo uma msg a perguntar se eu estava a pensar ir. E já tinhas decidido que seria em 2017 e que mesmo que fosses numa road trip aos países Bálticos com o teu amigo no verão isso não interferia com a nossa viagem. Desculpa se acreditei que falavas a sério e se comecei a sonhar que ia finalmente conhecer um país novo.
Depois as tuas circunstâncias mudaram e decidiste n ir. Tudo bem. Acontece e estás no teu direito.
Mas as coisas entre nós só mudaram depois daquela discussão em Maio. Tu não me querias mais, mas demoraste muitos meses para mo dizer, o que é estranho porque no verão antes não tiveste qqr problema em acabar e já sabias que eu não reagia mal.
E quando fui eu que te disse que tal como as coisas estavam, comigo pendurada à espera, é que não podia continuar, que era melhor acabar, é que as coisas mudaram. Pensavas que eu estava apaixonada por ti (acho que sempre pensaste isso, com receio) e surpreendeu-te quando eu disse que não. Não sei se estive apaixonada, esforcei-me tanto para não estar, bloqueei-me tanto para não me deixar sentir, que nem sei o que sentia. Acho que não estava, mas gostava de ti, gostava imenso da tua companhia e sinto saudades das nossas conversas. E dói-me imenso ter perdido um amigo. Dói mais porque foste o primeiro com quem estive, conhecias as minhas fragilidades e segredos e foste bom comigo. E é por isso que doeu imenso quando me disseste que já não temos tanta proximidade.
Terias dito o mesmo a alguém com quem não tivesses ido para a cama? Se um gajo te tivesse perguntado: «Então pá? Estás nos EUA? Mas há 3 dias quando falámos de irmos fazer umas férias não disseste nada?»
Provavelmente não lhe terias dito que não tens de lhe contar tudo, que ele não precisa de saber tudo da tua vida. Nem sequer terias ligado ao comentário. Perguntamos tantas vezes a amigos: "Então pá, foste fazer x? Não sabia!" sem nenhuma intenção de espiolhar, só por curiosidade.
Se me tivesses dito onde ias, eu ter-te-ia dado dicas de sítios p veres em N.Y. Só isso.
Quando um homem dorme com uma mulher, há uma ligação que se cria, pelo menos para ela. A não ser que seja uma puta que faz disso a vida ou uma gaja que engata estranhos à noite, para uma mulher fica sempre algo. E se é com um amigo, a amizade ganha mais peso. Não quer dizer que tenham casar ou que a relação tenha sequer de continuar, mas dizer-lhe que já não são próximos depois de dormirem juntos é como se lhe dissesses que a usaste. E eu senti-me descartável, usada e dói ainda mais porque nunca me tinhas tratado assim antes. Sempre tinhas tido cuidado e preocupação comigo. É por isso que eu digo que algo mudou naquela discussão. Algo que te fez querer por-me de parte e ferir-me com aquele comentário.
P.S. Já passaram várias semanas e continua a doer. Eras uma pessoa importante para mim, um amigo que me ajudou, q me deu carinho qd eu estava em baixo e de quem eu gostava bastante. E sinto muito a tua falta,..
Thursday, October 06, 2016
Saturday, May 28, 2016
Bitch!
I don't know why I make such an effort to be nice and a good person and accomodate other people's needs. If I only get blamed and criticised for not bending myself more then I might as well be a selfish bitch.
If I was demanding and selfcentered and a spoiled brat, then I might sometimes get what I need and deserve, and at least when I was blamed and criticised people would have a reason for it.
If I was demanding and selfcentered and a spoiled brat, then I might sometimes get what I need and deserve, and at least when I was blamed and criticised people would have a reason for it.
Friday, September 11, 2015
Vencedores
É possível ser-se bom a tudo. Ainda hoje está publicado nos jornais a notícia de uma rapariga que entrou na faculdade com 20 a tudo, que tem namorado e joga voleibol de alto rendimento.
E isto foi sempre isto que eu quis dizer. ( e disse na minha última resposta q n leste). É possível apostar-se em tudo ao mesmo tempo, não temos de apostar no 'algum dia', na reforma, na velhice, para pormos em prática o resto da nossa vida.
Não é preciso 'mandar tudo ao ar', só é preciso equilíbrio!
E isto foi sempre isto que eu quis dizer. ( e disse na minha última resposta q n leste). É possível apostar-se em tudo ao mesmo tempo, não temos de apostar no 'algum dia', na reforma, na velhice, para pormos em prática o resto da nossa vida.
Não é preciso 'mandar tudo ao ar', só é preciso equilíbrio!
Wednesday, March 18, 2015
Uma prece
Que seja hoje...
Que seja bom...
Que seja termine a espera...
Que comece a paixão...
Que eu seja finalmente plena...
Que haja desejo...
Que haja carinho...
Que haja partilha...
Que seja hoje!
Que seja bom!
É só o que peço.
Friday, January 30, 2015
Sinergias
Stanislas Wawrinka é um jogador de ténis que até há algum tempo atrás era um jogador de bom nível, mas nada de especial. Aparte da sua fantástica esquerda a uma mão, o facto pelo qual ele era mais conhecido era por ter deixado a mulher e a sua filha bebé porque «se queria concentrar na sua carreira». Não terá sido o primeiro a afastar-se da família, amigos e das relações humanas em geral para procurar atingir o sucesso, nem será o último com certeza.
Ora, acontece que o Stan (como é conhecido) chegou à conclusão que tinha cometido um erro, caiu em si e, melhor ainda, teve a coragem de o procurar resolver e voltou para a mulher e para a filha.
Será que a carreira ficou para trás? Nada disso. O sucesso que Stan tanto procurara e pelo qual estava até disposto a sacrificar a família, chegou finalmente, mas só depois de se ter reconciliado com ela. Em 2014 foi o vencedor do Open da Austrália, alcançou a sua melhor classificação de sempre no ranking e venceu a Taça Davis para a Suiça.
Parece comprovar aquela que sempre foi a minha teoria: somos seres complexos, multidimensionais, nos quais todas as partes contribuem para um todo, mesmo aquelas que parecem não ter nada a ver. Há sinergias que não são visíveis, mas que estão lá e negá-las é limitarmo-nos a nós mesmos.
Por isso, Go Stan!
Ora, acontece que o Stan (como é conhecido) chegou à conclusão que tinha cometido um erro, caiu em si e, melhor ainda, teve a coragem de o procurar resolver e voltou para a mulher e para a filha.
Será que a carreira ficou para trás? Nada disso. O sucesso que Stan tanto procurara e pelo qual estava até disposto a sacrificar a família, chegou finalmente, mas só depois de se ter reconciliado com ela. Em 2014 foi o vencedor do Open da Austrália, alcançou a sua melhor classificação de sempre no ranking e venceu a Taça Davis para a Suiça.
Parece comprovar aquela que sempre foi a minha teoria: somos seres complexos, multidimensionais, nos quais todas as partes contribuem para um todo, mesmo aquelas que parecem não ter nada a ver. Há sinergias que não são visíveis, mas que estão lá e negá-las é limitarmo-nos a nós mesmos.
Por isso, Go Stan!
Tuesday, January 20, 2015
Food for thought
Pitiful is the Human Soul that attempts to reach Greatness by denying Affection, the very thing that makes it Great.
Any goal that demands the sacrifice of emotion, feelings and affections is an empty, shallow and pathetic goal, and so is the Man who deludes himself in believing it worthwhile.
Any goal that demands the sacrifice of emotion, feelings and affections is an empty, shallow and pathetic goal, and so is the Man who deludes himself in believing it worthwhile.
Sunday, December 21, 2014
Angels
I have a dream
a song to sing
to help me cope
with anything
if you see the wonder
of a fairy tale
you can take the future
even if you fail
I believe in angels
something good in
everything I see...
https://www.youtube.com/watch?v=WssQP1xWJRM
I need to believe in angels again, in the magic of a fairy tale, so I can have a future, even after I've failed. This is my fervent prayer for this Christmas: that I may be blessed with a renewal of hope...
Thursday, December 04, 2014
Independence
Uma amiga disse-me outro dia, em conversa, que tinha a certeza de que quando eu arranjasse namorado nunca mais me via. A minha reacção instintiva foi de surpresa. «Estás parva?» pensei. «Porquê?» Ela achava que eu sou do tipo que quando tem alguém vive exclusivamente em função dessa pessoa, esquecendo tudo o resto. Mas essa ideia é-me extremamente repelente. Andar sempre colada a outra pessoa, sem dar um passo que não seja com ele, absorver os gostos dele, os seus interesses e esquecer os meus... são tudo ideias que me deixam arrepiada e desconfortável.
Não é coisa que se note muito, mas sou bastante mais independente do que pareço. Isso aparece até no meu relatório psicológico, se bem que, como independência sempre foi coisa que tive, não era algo em que pensasse muito. Mas, de repente, percebi que a minha dificuldade em encontrar alguém com quem construir uma relação pode ter algo a ver com isso.
Será que é isso que me sabota? Sempre me senti atraída por homens independentes, com sonhos, aspirações e interesses próprios. Homens auto-suficientes. Só esses não são normalmente o tipo que precisa de namorada. Os 'casadoiros' tendem mais o tipo 'macho controlador' ou o 'romântico clingy', ambos géneros que me repelem.
Detesto sentir-me controlada e manobrada. Aqueles que me dão espaço, que respeitam as minhas opiniões, as minhas decisões e as minhas 'quirkinesses' têm tudo de mim. Claro que podem e devem discordar, ter opiniões e pontos de vista diferentes e eu adoro conhecer outras perspectivas e trocar ideias. Mas se começam numa de dar bitaites e criticar só porque sim ou a mandar indirectas passivo-agressivas a coisa não funciona. Coisas como "Gostas deste bar? Que coisa tão pirosa. O XYZ é muito melhor, quando te levar lá é que vais perceber o que é bom" ou "Ah, foste ao cinema... eu também queria ver esse filme, podias-me ter dito..." dão-me logo brotoeja.
Mesmo nos amigos/as, é assim. Tenho amigas que precisam de companhia para tudo, até para irem às compras ao supermercado, coisa que me faz bastante confusão. Preciso de tempo e espaço para mim, silêncio para pensar, reflectir, sonhar. Detesto andar sempre atrelada a alguém. Conheço mulheres que não gostam de guiar e que fazem os namorados/maridos servirem de motoristas para todo o lado. Isso arrepia-me. Eu gosto de andar sozinha tanto quanto gosto de companhia; gosto da sensação de pegar no carro e decidir quando e onde sem precisar de ninguém. Conheço pessoas que vão todos os fins-de-semana ao mesmo sítio, têm um programa fixo, sempre com os mesmos amigos. Eu gosto de ir a sítios diferentes, com pessoas diferentes. Não faço amigos com rapidez e sou extremamente leal aos que tenho. Não é uma questão de estar sempre à procura de novidade, é sim uma questão de desfrutar das várias nuances de um todo sem cair na rotina.
Será que é por isso que não tenho sorte no amor? Será que a minha necessidade de independência me faz sentir atraída pelos não disponíveis? Me faz sabotar as situações de alguma forma, avaliando mal os homens. É algo que preciso de descobrir e perceber como integrar. Porque independência não é incompatível com um relacionamento, com intimidade e entrega. Independência pode dar mais cor e profundidade ao amor. Mas só se for honestamente assumida.
Não é coisa que se note muito, mas sou bastante mais independente do que pareço. Isso aparece até no meu relatório psicológico, se bem que, como independência sempre foi coisa que tive, não era algo em que pensasse muito. Mas, de repente, percebi que a minha dificuldade em encontrar alguém com quem construir uma relação pode ter algo a ver com isso.
Será que é isso que me sabota? Sempre me senti atraída por homens independentes, com sonhos, aspirações e interesses próprios. Homens auto-suficientes. Só esses não são normalmente o tipo que precisa de namorada. Os 'casadoiros' tendem mais o tipo 'macho controlador' ou o 'romântico clingy', ambos géneros que me repelem.
Detesto sentir-me controlada e manobrada. Aqueles que me dão espaço, que respeitam as minhas opiniões, as minhas decisões e as minhas 'quirkinesses' têm tudo de mim. Claro que podem e devem discordar, ter opiniões e pontos de vista diferentes e eu adoro conhecer outras perspectivas e trocar ideias. Mas se começam numa de dar bitaites e criticar só porque sim ou a mandar indirectas passivo-agressivas a coisa não funciona. Coisas como "Gostas deste bar? Que coisa tão pirosa. O XYZ é muito melhor, quando te levar lá é que vais perceber o que é bom" ou "Ah, foste ao cinema... eu também queria ver esse filme, podias-me ter dito..." dão-me logo brotoeja.
Mesmo nos amigos/as, é assim. Tenho amigas que precisam de companhia para tudo, até para irem às compras ao supermercado, coisa que me faz bastante confusão. Preciso de tempo e espaço para mim, silêncio para pensar, reflectir, sonhar. Detesto andar sempre atrelada a alguém. Conheço mulheres que não gostam de guiar e que fazem os namorados/maridos servirem de motoristas para todo o lado. Isso arrepia-me. Eu gosto de andar sozinha tanto quanto gosto de companhia; gosto da sensação de pegar no carro e decidir quando e onde sem precisar de ninguém. Conheço pessoas que vão todos os fins-de-semana ao mesmo sítio, têm um programa fixo, sempre com os mesmos amigos. Eu gosto de ir a sítios diferentes, com pessoas diferentes. Não faço amigos com rapidez e sou extremamente leal aos que tenho. Não é uma questão de estar sempre à procura de novidade, é sim uma questão de desfrutar das várias nuances de um todo sem cair na rotina.
Será que é por isso que não tenho sorte no amor? Será que a minha necessidade de independência me faz sentir atraída pelos não disponíveis? Me faz sabotar as situações de alguma forma, avaliando mal os homens. É algo que preciso de descobrir e perceber como integrar. Porque independência não é incompatível com um relacionamento, com intimidade e entrega. Independência pode dar mais cor e profundidade ao amor. Mas só se for honestamente assumida.
Tuesday, November 18, 2014
Love yourself
«Everybody has secrets.»
Dr. Gregory House
«We are so accustomed to disguise ourselves to others that in the end we become disguised to ourselves.»
François de La Rochefoucauld
Accept your imperfections, your flaws, your weaknesses. You have no more and no less of them than anyone else. Let them be the stepping stones driving you forward, not the walls you hide behind of.
Different is beautiful too!
Friday, October 31, 2014
...
Esta página até começou bem. No início ainda fiz um ou dois posts animados, felizes, esperançosos, mas depois aconteceu o que aconteceu: desilusões, enganos, esperanças goradas, o fim de um ciclo, o morrer de alguns sonhos e já lá vão uns anos e nunca mais nada muda para melhor na minha vida. Já estive pior, é verdade, hoje em dia já me consigo apoiar em alguns momentos bons, na amizade e na companhia de amigos e família, mas o monstro do desespero continua aqui escondido à espreita, porque o fundamental não muda e a sensação de falhanço avoluma-se a cada dia que passa. E volta e meia, um acontecimento de nada, uma palavra, um silêncio, é o suficiente para o acordar.
Acredito que como eu haverá muito mais gente assim, por motivos diversos. Não sou única, claro, mas sou a única pessoa que sente a minha dor. Tenho de voltar ao psicólogo; pagar para ter alguém que me ouça sem julgar; alguém que talvez me ajude a desenvolver este novelo dentro de mim que me afasta do que tanto quero. Porque a razão de tanta solidão emocional e afectiva só posso ser eu mesma.
Acredito que como eu haverá muito mais gente assim, por motivos diversos. Não sou única, claro, mas sou a única pessoa que sente a minha dor. Tenho de voltar ao psicólogo; pagar para ter alguém que me ouça sem julgar; alguém que talvez me ajude a desenvolver este novelo dentro de mim que me afasta do que tanto quero. Porque a razão de tanta solidão emocional e afectiva só posso ser eu mesma.
Thursday, October 09, 2014
Como um conto de fadas...
Ontem, num programa de tv, vi a história de um casal que me emocionou bastante. Tinham sido namorados na adolescência e ela tinha ficado grávida. Na altura, 1970, tinham decidido dar o bebé para adopção. Eram demasiado novos, não estavam preparados, não tinham dinheiro ou emprego, etc, etc. Pouco tempo depois acabaram o namoro e separaram-se. Quantas histórias terminam assim? Quase todas.
Mas, no caso deles, algum tempo depois voltaram a encontrar-se e reataram o namoro. Mais tarde casaram e 39 anos depois ainda estava juntos. Não tiveram mais filhos. Ainda houve uma gravidez, mas foi tubária e depois disso a senhora nunca mais pouco ter filhos.
Durante todo o tempo, pensaram sempre no filho que tinham dado para adopção e tentaram encontrá-lo, mas sem sucesso. Agora, 41 anos depois, a senhora estava doente com cancro e queria desesperadamente ver o filho pelo menos uma vez. Queria vê-lo e queria avisá-lo de que a sua doença é de origem genética. Com a ajuda de um investigador e do programa conseguiram-no. Encontraram o filho e também um neto de 11 anos que não sabiam que tinham. O filho tinha tido uns bons pais e uma boa vida, mas tinha uma pergunta: "Por que é que o tinham dado para adopção?"
O pai respondeu dizendo: "Na altura éramos demasiado jovens, não estávamos preparados e não tínhamos condições para te dar uma boa vida..., tudo razões que, agora, do alto de todos estes anos e da minha experiência, me parecem tão... triviais."
Senti as lágrimas virem-me aos olhos e, ainda hoje de manhã, ao relembrar novamente a história, choro. A emoção e o desespero da senhora ao ver a vida terminar, o arrependimento de toda uma vida pela decisão tomada, a mágoa de terem perdido a relação que poderiam ter tido, a sensação de castigo com a falta de outros filhos, o medo que o filho não os quisesse ver... e a alegria de o reencontrarem e ele não lhes ter rancor e querer vê-los e inclui-los de certo modo na sua vida... e, acima de tudo, a esperança que dá saber que às vezes é possível corrigirmos uma decisão que nos transformou a vida. Nem sempre isso acontece, na maioria das vezes não acontece e tanta gente vive e morre com o arrependimento de algo que fizeram ou que não fizeram. Estes, pelo menos, puderam ter um final feliz. Não podem mudar o passado, mas podem ter um futuro que o compensa.
E compensa sempre,..
Mas, no caso deles, algum tempo depois voltaram a encontrar-se e reataram o namoro. Mais tarde casaram e 39 anos depois ainda estava juntos. Não tiveram mais filhos. Ainda houve uma gravidez, mas foi tubária e depois disso a senhora nunca mais pouco ter filhos.
Durante todo o tempo, pensaram sempre no filho que tinham dado para adopção e tentaram encontrá-lo, mas sem sucesso. Agora, 41 anos depois, a senhora estava doente com cancro e queria desesperadamente ver o filho pelo menos uma vez. Queria vê-lo e queria avisá-lo de que a sua doença é de origem genética. Com a ajuda de um investigador e do programa conseguiram-no. Encontraram o filho e também um neto de 11 anos que não sabiam que tinham. O filho tinha tido uns bons pais e uma boa vida, mas tinha uma pergunta: "Por que é que o tinham dado para adopção?"
O pai respondeu dizendo: "Na altura éramos demasiado jovens, não estávamos preparados e não tínhamos condições para te dar uma boa vida..., tudo razões que, agora, do alto de todos estes anos e da minha experiência, me parecem tão... triviais."
Senti as lágrimas virem-me aos olhos e, ainda hoje de manhã, ao relembrar novamente a história, choro. A emoção e o desespero da senhora ao ver a vida terminar, o arrependimento de toda uma vida pela decisão tomada, a mágoa de terem perdido a relação que poderiam ter tido, a sensação de castigo com a falta de outros filhos, o medo que o filho não os quisesse ver... e a alegria de o reencontrarem e ele não lhes ter rancor e querer vê-los e inclui-los de certo modo na sua vida... e, acima de tudo, a esperança que dá saber que às vezes é possível corrigirmos uma decisão que nos transformou a vida. Nem sempre isso acontece, na maioria das vezes não acontece e tanta gente vive e morre com o arrependimento de algo que fizeram ou que não fizeram. Estes, pelo menos, puderam ter um final feliz. Não podem mudar o passado, mas podem ter um futuro que o compensa.
E compensa sempre,..
Sunday, September 14, 2014
Ainda é possível
Já tive desilusões antes, mas antes era mais nova, antes era tão tímida quem nem dizia aos rapazes que gostava deles. Pensando nisso, era mais seguro assim, como eles não sabiam, não me magoavam porque não me rejeitavam. Consegui ultrapassar isso, essa timidez e esse medo da rejeição, mas pelos vistos ainda não consegui descobrir o que tenho de errado. Qualquer cão e gato arranja um companheiro, alguns até arranjam vários em sucessão. Não sou propriamente feia, nem estúpida, nem antipática. Então, porquê? Será porque que quero tanto que isso os assusta? Será o contrário? Sou lenta a perceber que alguém me acha piada e quando dou por isso já perdi a oportunidade? Serei exigente demais e os homens por quem me sinto atraída estão fora do meu intervalo de alcance? Será que só gosto de pessoas independentes com projectos de vida que não me incluem porque no fundo tenho medo de me prender?
Não sei. São demasiadas perguntas e tenho de lhes encontrar uma resposta, porque assim é que não dá. Não posso continuar a sentir-me um falhanço; tenho de recuperar a minha auto-estima, a minha confiança enquanto mulher. Afinal, consegui construir mais do que muitas pessoas: enfrentei os meus medos e inseguranças e fortaleci-me enquanto pessoa; mudei de profissão e construí uma carreira que adoro sozinha, tenho a minha casa, o meu lugar no mundo. Tenho amigos verdadeiros, alguns relações de décadas, e outros pessoas bem diferentes de mim, aqui e pelo mundo fora. Tenho o amor da família; tenho mágoas e feridas também, mas quem não as tem? Também no campo das relações hei-de conseguir, hei-de chegar lá. Esta dor e estas dúvidas já duram há tempo demais; chegou a hora de as resolver!
Não sei. São demasiadas perguntas e tenho de lhes encontrar uma resposta, porque assim é que não dá. Não posso continuar a sentir-me um falhanço; tenho de recuperar a minha auto-estima, a minha confiança enquanto mulher. Afinal, consegui construir mais do que muitas pessoas: enfrentei os meus medos e inseguranças e fortaleci-me enquanto pessoa; mudei de profissão e construí uma carreira que adoro sozinha, tenho a minha casa, o meu lugar no mundo. Tenho amigos verdadeiros, alguns relações de décadas, e outros pessoas bem diferentes de mim, aqui e pelo mundo fora. Tenho o amor da família; tenho mágoas e feridas também, mas quem não as tem? Também no campo das relações hei-de conseguir, hei-de chegar lá. Esta dor e estas dúvidas já duram há tempo demais; chegou a hora de as resolver!
Saturday, September 13, 2014
Um dia...
Ontem, caiu uma pestana à minha sobrinha. Na brincadeira fizemos o jogo de segurar ambas na pestana e pedir um desejo. Aquela que ficasse com a pestana colada ao dedo via o seu desejo realizado. E eu desejei que tu e eu pudéssemos estar juntos.
Nem pensei, passou-me como um raio pela cabeça.
Como é possível ao fim de todo este tempo ainda te desejar. Eu bem te tento esquecer, mas obviamente até nisso sou um falhanço. Já não basta não saber seduzir, cativar - sei lá - criar laços com um homem; também não te consigo esquecer...
Acho que nunca fiz mal a ninguém, toda a vida o meu maior sonho era encontrar um companheiro de vida: amigo e amante. Mas falhei. Teria sido mais fácil ter como sonho querer ser rica ou bem sucedida profissionalmente, mas não sou talhada assim, dinheiro e status não me motivam, afecto sim. Preciso de laços humanos, de amor. Não sei o que é ser amada por um homem, alguém para quem somos importantes, que nos quer ao seu lado porque sem nós a vida é mais triste. Que nos ama só porque sim. E custa cada vez mais ver os anos a passar e a esperança de isso alguma vez acontecer diminuir; afinal, nós mulheres temos o tempo contra.
Já me passou pela cabeça a ideia louca de ter um filho, uma produção independente, alguém para amar e que me amasse, mas uma criança não deve nascer para ser a cura dos falhanços dos pais. É um fardo pesado demais para carregar: colmatar aquilo que o pai ou a mãe não conseguiram alcançar por si. Não posso fazer isso, não seria correto. Tenho de continuar a seguir em frente, um dia de cada vez, rezando para que exista alguém por aí no mundo que ache que eu valho a pena, que me deseje, que me acarinhe que me ame. Um dia, a sorte também há-de sorrir para mim.
Nem pensei, passou-me como um raio pela cabeça.
Como é possível ao fim de todo este tempo ainda te desejar. Eu bem te tento esquecer, mas obviamente até nisso sou um falhanço. Já não basta não saber seduzir, cativar - sei lá - criar laços com um homem; também não te consigo esquecer...
Acho que nunca fiz mal a ninguém, toda a vida o meu maior sonho era encontrar um companheiro de vida: amigo e amante. Mas falhei. Teria sido mais fácil ter como sonho querer ser rica ou bem sucedida profissionalmente, mas não sou talhada assim, dinheiro e status não me motivam, afecto sim. Preciso de laços humanos, de amor. Não sei o que é ser amada por um homem, alguém para quem somos importantes, que nos quer ao seu lado porque sem nós a vida é mais triste. Que nos ama só porque sim. E custa cada vez mais ver os anos a passar e a esperança de isso alguma vez acontecer diminuir; afinal, nós mulheres temos o tempo contra.
Já me passou pela cabeça a ideia louca de ter um filho, uma produção independente, alguém para amar e que me amasse, mas uma criança não deve nascer para ser a cura dos falhanços dos pais. É um fardo pesado demais para carregar: colmatar aquilo que o pai ou a mãe não conseguiram alcançar por si. Não posso fazer isso, não seria correto. Tenho de continuar a seguir em frente, um dia de cada vez, rezando para que exista alguém por aí no mundo que ache que eu valho a pena, que me deseje, que me acarinhe que me ame. Um dia, a sorte também há-de sorrir para mim.
Tuesday, July 15, 2014
Twisted priorities
Vi que tens um novo projeto profissional. Estás a alcançar o que querias. Em outras circunstâncias ficaria feliz por ti. Afinal, eu sempre te quis apoiar, vibrar com os teus sucessos, orgulhar-me de ti. Queria incentivar-te, aplaudir-te, motivar-te, ajudar-te... E poderia continuar a desejar-te o melhor, ainda hoje, à distância, se tivesses sido frontal comigo. Se tivesses terminado tudo olhos nos olhos. Mas a maneira como o fizeste, fugindo e agindo como se eu fosse algo de descartável que se pode simplesmente pôr de lado, magoou-me demais. Teria de ter muita falta de amor próprio para ficar feliz por ti quando não respeitaste o que eu sentia por ti. Nem sequer uma explicação ou um pedido de desculpas depois.
Buda diz que uma vela não se apaga por partilhar a sua luz. Todos nós podíamos ser velas acesas, bastava termos simplesmente um bocadinho de empatia e atenção pelos que estão do nosso lado.
É triste, quando temos como prioridade da vida ter mais cuidado com o modo como tratamos um cliente do que um amigo.
Buda diz que uma vela não se apaga por partilhar a sua luz. Todos nós podíamos ser velas acesas, bastava termos simplesmente um bocadinho de empatia e atenção pelos que estão do nosso lado.
É triste, quando temos como prioridade da vida ter mais cuidado com o modo como tratamos um cliente do que um amigo.
Monday, June 30, 2014
Banda sonora
Hoje ouvi estas duas canções. Passaram no rádio uma a seguir à outra. Curiosamente, eram canções que me faziam ter esperança há um ou dois anos atrás.
I've loved you for a 1000 years, I'll love for a 1000 more...
e
We're not broken just bent and we can learn to love again...
O meu horóscopo para estes dias dizia para eu prestar atenção às coincidências, que estes eram dias de renascimento, de surpresas inesperadas, de regeneração. Mas o meu horóscopo dos últimos 4 meses também dizia que esta era uma altura em que a probabilidade de me apaixonar e iniciar um relacionamento 'joyful' era elevada. Pois! Didn't happen!
I've loved you for a 1000 years, I'll love for a 1000 more...
e
We're not broken just bent and we can learn to love again...
O meu horóscopo para estes dias dizia para eu prestar atenção às coincidências, que estes eram dias de renascimento, de surpresas inesperadas, de regeneração. Mas o meu horóscopo dos últimos 4 meses também dizia que esta era uma altura em que a probabilidade de me apaixonar e iniciar um relacionamento 'joyful' era elevada. Pois! Didn't happen!
Sunday, February 16, 2014
No expectations, no pain
Ia escrever mais uma mensagem de mágoa... mas não vale a pena. Nada do que eu disser te vai fazer voltar. É uma pena que volta e meia eu ainda tenha dias assim, onde do nada mergulho na tortura da dúvida de me questionar se a ternura alguma vez foi verdade; na angústia de me ter iludido tanto, de ter sido tão parva, tão crédula, de me ter atirado de cabeça sem rede, de ter confiado tanto na minha intuição.
Já não interessa. Sempre fui tão cautelosa, sempre tive tanto medo dos relacionamentos, de me magoar, e quanto arrisquei, quando confiei, espalhei-me.
O proverbio está certo «Good girls go to heaven (alone), but bad girls go everywhere».
Pois está na hora de ser uma 'bad girl'. A menina boazinha, honesta, cuidadosa com os sentimentos dos outros não ganha nada com isso. É posta de lado como se fosse descartável, não merecendo sequer uma palavra de adeus. Mais vale um tipo que nos queira só para a cama. Ao menos quer-nos... ainda que só por uma vez. Tenho de deixar de ser tão idealista, de acreditar no amor. Quando amamos somos magoados, é melhor viver apenas no momento. Espero consegui-lo...
Já não interessa. Sempre fui tão cautelosa, sempre tive tanto medo dos relacionamentos, de me magoar, e quanto arrisquei, quando confiei, espalhei-me.
O proverbio está certo «Good girls go to heaven (alone), but bad girls go everywhere».
Pois está na hora de ser uma 'bad girl'. A menina boazinha, honesta, cuidadosa com os sentimentos dos outros não ganha nada com isso. É posta de lado como se fosse descartável, não merecendo sequer uma palavra de adeus. Mais vale um tipo que nos queira só para a cama. Ao menos quer-nos... ainda que só por uma vez. Tenho de deixar de ser tão idealista, de acreditar no amor. Quando amamos somos magoados, é melhor viver apenas no momento. Espero consegui-lo...
Friday, January 17, 2014
Truth of life
«Sometimes people forget you and you don't even know why...
and that can hurt a lot more than a simple good bye.»
Saturday, January 11, 2014
Palavras
Everyone can write pretty words. But without actions backing them up they have no meaning. They become just pretty empty words. Sharing quotes is easy, living by them is harder...
Um simples 'olá' ou 'desculpa' podem fazer toda a diferença se forem ditos com coração...
Monday, December 30, 2013
Ano Velho
Esta noite povoaste os meus pensamentos. Lembranças, memórias, desejos... Saudades do que nunca chegou a ser... Talvez seja porque o ano se está a aproximar do fim... Não deixa saudades, este ano, nenhumas. Espero que 2014 seja bem melhor. Não quero criar expectativas, não vou sequer pedir o que realmente desejo. Espero que pelo menos traga sorrisos e paz de espírito. Pelo menos isso...
Sunday, December 01, 2013
Hoping for Miracles
Vi que vais partir… e tremo de ansiedade, de medo de criar
expectativas, de ansiar pelo milagre…
Tento agarrar-me aos factos: o facto de
não me teres procurado o ano passado, de não mais me teres contactado todo este
ano, o facto de que partir significa apenas isso: partir. Não quer dizer que
voltes nem que, mesmo que voltes, me procures…
Anseio pelo milagre de que tudo possa voltar ao antes do silêncio, mas sei que os milagres são raros...
No limite gostava que houvesse pelo menos uma palavra, um
encontro; a ser um final, gostaria que pudesse ser um bom final: com
sinceridade e frontalidade, permitindo pelo menos a coexistência da amizade, do
carinho, das boas lembranças. Acho que ambos merecíamos, pelo menos, isso.
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