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Friday, January 30, 2015

Sinergias

Stanislas Wawrinka é um jogador de ténis que até há algum tempo atrás era um jogador de bom nível, mas nada de especial. Aparte da sua fantástica esquerda a uma mão, o facto pelo qual ele era mais conhecido era por ter deixado a mulher e a sua filha bebé porque «se queria concentrar na sua carreira». Não terá sido o primeiro a afastar-se da família, amigos e das relações humanas em geral para procurar atingir o sucesso, nem será o último com certeza.
Ora, acontece que o Stan (como é conhecido) chegou à conclusão que tinha cometido um erro, caiu em si e, melhor ainda, teve a coragem de o procurar resolver e voltou para a mulher e para a filha.
Será que a carreira ficou para trás? Nada disso. O sucesso que Stan tanto procurara e pelo qual estava até disposto a sacrificar a família, chegou finalmente, mas só depois de se ter reconciliado com ela. Em 2014 foi o vencedor do Open da Austrália, alcançou a sua melhor classificação de sempre no ranking e venceu a Taça Davis para a Suiça.
Parece comprovar aquela que sempre foi a minha teoria: somos seres complexos, multidimensionais, nos quais todas as partes contribuem para um todo, mesmo aquelas que parecem não ter nada a ver. Há sinergias que não são visíveis, mas que estão lá e negá-las é limitarmo-nos a nós mesmos.
Por isso, Go Stan!



Tuesday, January 20, 2015

Food for thought

Pitiful is the Human Soul that attempts to reach Greatness by denying Affection, the very thing that makes it Great.

Any goal that demands the sacrifice of emotion, feelings and affections is an empty, shallow and pathetic goal, and so is the Man who deludes himself in believing it worthwhile.



Tuesday, November 18, 2014

Love yourself

«Everybody has secrets.» 
Dr. Gregory House


«We are so accustomed to disguise ourselves to others that in the end we become disguised to ourselves.» 
François de La Rochefoucauld 


Accept your imperfections, your flaws, your weaknesses. You have no more and no less of them than anyone else. Let them be the stepping stones driving you forward, not the walls you hide behind of.

Different is beautiful too!



Sunday, September 14, 2014

Ainda é possível

Já tive desilusões antes, mas antes era mais nova, antes era tão tímida quem nem dizia aos rapazes que gostava deles. Pensando nisso, era mais seguro assim, como eles não sabiam, não me magoavam porque não me rejeitavam. Consegui ultrapassar isso, essa timidez e esse medo da rejeição, mas pelos vistos ainda não consegui descobrir o que tenho de errado. Qualquer cão e gato arranja um companheiro, alguns até arranjam vários em sucessão. Não sou propriamente feia, nem estúpida, nem antipática. Então, porquê? Será porque que quero tanto que isso os assusta? Será o contrário? Sou lenta a perceber que alguém me acha piada e quando dou por isso já perdi a oportunidade? Serei exigente demais e os homens por quem me sinto atraída estão fora do meu intervalo de alcance? Será que só gosto de pessoas independentes com projectos de vida que não me incluem porque no fundo tenho medo de me prender?
Não sei. São demasiadas perguntas e tenho de lhes encontrar uma resposta, porque assim é que não dá. Não posso continuar a sentir-me um falhanço; tenho de recuperar a minha auto-estima, a minha confiança enquanto mulher. Afinal, consegui construir mais do que muitas pessoas: enfrentei os meus medos e inseguranças e fortaleci-me enquanto pessoa; mudei de profissão e construí uma carreira que adoro sozinha, tenho a minha casa, o meu lugar no mundo. Tenho amigos verdadeiros, alguns relações de décadas, e outros pessoas bem diferentes de mim, aqui e pelo mundo fora. Tenho o amor da família; tenho mágoas e feridas também, mas quem não as tem? Também no campo das relações hei-de conseguir, hei-de chegar lá. Esta dor e estas dúvidas já duram há tempo demais; chegou a hora de as resolver!